O desequilíbrio emocional dos jogadores de futebol

Os desequilíbrios emocionais em atletas que praticam um desporto onde a pressão é uma constante, como é o caso do futebol, podem ser um problema de difícil resolução, sobretudo porque afetam o grupo de trabalho de forma direta. Exigem por isso uma intervenção eficaz e tão rápida quanto possível.

As causas dos desequilíbrios emocionais

Podem ser muitas e variadas. O jogador pode ter problemas na sua vida pessoal, sejam eles de origem económica, conjugal, ou familiar, como uma separação litigiosa, a morte dum familiar, ou dívidas de elevado montante. O jogador pode ainda ter problemas na sua profissão, seja porque não é uma opção tão constante como pensaria ser, por dificuldades de integração no grupo, de adaptação a uma nova realidade ou ainda por não se relacionar com algum elemento do grupo. Cabe aos treinadores e a outros elementos eventualmente responsáveis identificar as causas para que a solução chegue o mais rapidamente possível, porque no futebol um momento menos bom pode com facilidade comprometer os objetivos de toda a época.

De que forma os desequilíbrios emocionais afetam o grupo de trabalho?

Estes problemas emocionais afetam o grupo de trabalho de forma direta, tanto mais quanto maior for a influência do jogador, ou jogadores, em causa no grupo de trabalho, não só porque o rendimento do jogador baixa, porque baixam os seus índices de concentração e confiança, como também porque essa baixa de rendimento pode alastrar a outros elementos da equipa. Posto isto, é fácil perceber a urgência em identificar e resolver estes problemas emocionais. Que influência teria no rendimento das respetivas equipas um problema emocional que afetasse a produção em campo de um jogador como Messi, Cristiano Ronaldo, Pirlo, ou Ibrahimovic? É previsível que tivesse alguma. É certo que uma lesão impossibilita completamente um jogador de ajudar a equipa em campo, mas um problema emocional incapacita-o parcialmente, tornando muitas vezes um grande jogador num jogador banal, o caso de Fernando Torres quando trocou o Liverpool pelo Chelsea é um bom exemplo disso.

Como resolver os problemas emocionais dos jogadores de futebol

Cada problema deve ser avaliado individualmente, o jogador é uma individualidade e embora a causa possa ser a mesma que afeta ou afetou um outro, a forma de reagir pode ser completamente diferente e por isso a solução adotada terá que ser revista. Já foram usadas várias estratégias, pode-se afastar o jogador do grupo, fazendo-o treinar à parte, ou concedendo-lhe umas pequenas férias para resolver o seu problema, pode-se optar por proteger o jogador colocando-o menos tempo em campo, ou tentando apostar nele em momentos em que é mais provável que tenha êxito e que com isso recupere a confiança, como a marcação de uma grande penalidade, por exemplo, ou pode-se até deixar passar o tempo e os jogos, confiando que o jogador por si só conseguirá ultrapassar o problema de forma satisfatória. Depende sempre da própria personalidade do jogador e da influência deste dentro do grupo e no rendimento da equipa. Um jogador muito importante terá toda a atenção, um menos importante será provavelmente afastado, ou dispensado, talvez por isso é que só os psicologicamente mais aptos vinguem neste desporto.

 

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