Como fazer corretamente a rotação de jogadores numa equipa

A forma como deve ser feita a rotação dos jogadores numa equipa é um tema que divide muitos treinadores, sem que se chegue a um consenso quanto à forma ideal de praticar essa rotatividade. Todos concordam que face ao número de jogos brutal que hoje se disputa numa época desportiva é fundamental fazer uma rotação inteligente dos atletas que compõem o plante. Contudo, há jogadores essenciais cuja ausência se torna notória pela diferença de qualidade no jogo da equipa e a rotatividade só é positiva se o nível exibicional se mantiver constante. Como fazer então uma boa rotação do plantel durante a época?

Estabelecer prioridades entre competições

Algumas competições têm um peso menor quando se estabelecem os objetivos para a época, por exemplo, em Portugal, a Taça da Liga é utilizada pelas equipas de maior nomeada para rodar as segundas linhas e mesmo nos primeiros jogos da Taça de Portugal se segue a mesma linha de raciocínio, num caso porque se entende que a vitória na competição não é uma prioridade, no outro porque normalmente os primeiros jogos são contra equipas de escalões inferiores. São dois exemplos flagrantes em que a rotação de jogadores é praticada de forma brutal, chegando por vezes ao exagero, o que também já causou grandes dissabores.

Tentar tirar o máximo partido dos jogadores fundamentais

É preciso tentar a todo o custo ter os atletas mais importantes totalmente disponíveis para os jogos decisivos da Primeira Liga ou até da Liga dos Campeões. A melhor forma de o fazer passa por descansar os jogadores nos jogos menos importantes ou fazer uma espécie de gestão ativa ao retirar o jogador de campo quando o encontro já está decidido. Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e Messi, do Barcelona, são duas peças indispensáveis nas respetivas equipas e ambos fazem dezenas de jogos por época, mas os seus treinadores conseguiram arranjar forma de trabalhar a equipa para compensar o menor trabalho defensivo que levam a cabo, evitando que se desgastem excessivamente, assim estão disponíveis para dar o máximo a fazer aquilo em que são brilhantes: a atacar.

Manter o ritmo competitivo dos jogadores

É sabido que no futebol que o jogador que não joga perde ritmo competitivo e tem dificuldades em explorar todas as suas qualidades quando é chamado a mostrar o que vale. A gestão de um plantel também deve ter em conta este ponto, não basta assegurar que os jogadores fundamentais conseguem fazer o maior número de jogos, mas também não se pode descurar a importância que os outros podem vir a ter em determinados momentos. Lopetegui, no Porto, leva muito a sério esta questão, tentando manter uma acérrima luta pela titularidade. Alguns defendem que a excessiva rotação do plantel quebra rotinas de jogo, o que é prejudicial para quem faz apostas desportivas e acaba por prejudicar a equipa, outros, como Lopetegui, preferem fazer disso, mais do que uma ferramenta de gestão, uma arma motivacional.

Há jogadores que têm obrigatoriamente de jogar mais e outros que o farão menos, mas o ritmo competitivo da equipa não deve ser significativamente alterado. Se isso acontecer, a gestão do plantel deve ser muito bem realizada. Muitos treinadores, cada um à sua maneira, já provaram que esta não é uma ciência exata e depende sempre de cada jogador. Moutinho fez dezenas de jogos completos seguidos, Aimar não só normalmente não os completava como não fazia grandes séries consecutivas de jogos, um e outro eram fundamentais nas respetivas equipas, mas cada caso é um caso.

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