Os principais motivos que levam os adeptos a apoiarem uma equipa

Há adeptos e adeptos. Os que vivem cada momento. Vibram, saltam e esperneiam. Gritam, perdem a compostura e passam a limpo uma lista completa do vernáculo português. Depois, há os que se limitam a um apoio silencioso, quase moral. Ficam agradados com as vitórias de determinada equipa de futebol, mas, nem sabem nomear os jogadores. Mas, seja qual for o grau, o que faz cada um de nós ser adepto?

A família

Muito embora haja quem jure a pés juntos que lhe corre no sangue, ser adepto não é hereditário. Ou, pelo menos, por questões biológicas. Mas, em abono da verdade, a transmissão dos valores da família é o primeiro contacto. O futuro adepto vê-se confrontado, desde o berço, com os símbolos, as cores, o pai (mãe, avós, tios, e os mais variados graus de parentesco) de olhos postos no televisor. De repente todos festejam aos saltos, largos sorrisos e exaltação nunca vista para outros assuntos. E, de pequenino, assim se aprende que ser adepto, como o pai, é estar envolvido em alguma coisa boa e entusiasmante.

A proximidade com o clube da terra

O Clube “da terra” é um dos motivos para ser adepto. Costuma ser um motivo de duplicidade, porque gera adeptos de dois clubes em simultâneo – de um clube “grande” e do clube “da terra”. Como se costuma dizer “Em Roma sê romano”.

A prática de desporto

Em Portugal, a prática desportiva está muito associada aos clubes. Cada vez mais desenvolvidas, as camadas jovens (especialmente de futebol) são uma forma de envolver os mais pequenos na comunidade, dar-lhes oportunidade de gastar as energias e transmitir-lhes valores de trabalho em equipa, camaradagem e objetivos. Tudo isto traz um sentido de pertença. E, assim desenvolvem-se novos adeptos, os pequenos jogadores e as suas apoiantes famílias.

A comunicação social

A importância da comunicação social na formatação das ideias é indiscutível. Seja a nível da televisão, de jornais, rádio ou da internet, a informação sobre jornadas, resultados, polémicas e clubes é envolvente. Sem escapatória, por força das circunstâncias, vão-se formando novos adeptos.

Os ídolos da modalidade

Esta é uma geração em que, o futebol produz estrelas, e as publicita em ações de marketing bem estruturadas. Ser fã de determinado jogador de futebol, também pode levar a ser adepto de um clube. Mas, é mais volátil, porque os jogadores mudam-se, e às vezes, os adeptos também. Os ídolos do futebol de antigamente, que sobressaiam apenas pelas suas extraordinárias capacidades, ficavam muito mais tempo num só clube. Esses sim originavam verdadeiros adeptos.

Os amigos

Por muito que a família, a terra, a televisão e os ídolos, nos influenciem, não há nada mais poderoso que uma boa amizade. De pequeninos, procuramos agrupar-nos. Sentir afinidade e sentido de grupo e de pertença, é importante desde a infância até á formação da personalidade, na adolescência, e convenhamos, também em fase adulta. Os maiores influenciadores de adeptos são os amigos.

Os resultados

Pode provar-se pela consulta dos rácios de crescimento de associados dos clubes, que quanto melhores são os resultados mais adeptos novos surgem. Especialmente se, por exemplo, a mesma equipa de futebol conquistar vários títulos seguidos. Essa geração vai considerar aquela equipa como sendo o campeão. E, contra factos não há argumentos. Estes são os adeptos contracorrente, porque mesmo que mais ninguém à sua volta seja daquele clube, eles sabem que os da sua equipa são os maiores.

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